‘Mesmo diante dos desafios, sigo convicta da minha escolha. A educação me inspira e me motiva’

Aos 17 anos, Giovanna Rosa Lima representa uma nova geração de educadores que inicia sua trajetória ainda no Ensino Médio, pelo curso de magistério. Estudante do Instituto de Educação Carlos Pasquale, em Nilópolis, ela compartilha as descobertas e desafios de quem escolheu a docência como caminho profissional — uma escolha que vem transformando sua forma de ver o mundo, a escola e o papel do professor na sociedade.

Meu nome é Giovanna Rosa Lima, tenho 17 anos e moro em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Estudo no Instituto de Educação Carlos Pasquale, também localizado em Nilópolis, e estou me formando este ano no curso de magistério, no Ensino Médio. Ainda não trabalho formalmente, mas já realizei estágios em diferentes escolas, nos quais pude presenciar diversas realidades: algumas escolas oferecem ambientes tranquilos e recursos adequados para a aprendizagem; outras, no entanto, exigem criatividade dos professores para suprir a falta de materiais pedagógicos. Essas experiências, mesmo sendo iniciais, me ajudaram a entender a importância da educação e a complexidade da profissão docente.

No começo, entrei no curso de magistério sem saber exatamente o que esperar. Minha decisão foi influenciada principalmente por minha mãe, que queria que eu concluísse o Ensino Médio com um diploma e uma profissão. Contudo, ao longo do curso, fui me identificando cada vez mais com as disciplinas e, principalmente, com a prática do magistério nos estágios. Hoje, consigo me ver atuando nessa área, e não me arrependo da minha escolha. Além de me preparar para ensinar, o curso transformou minha personalidade: me ajudou a superar a timidez, a ganhar confiança na fala e a desenvolver habilidades importantes para a vida, não apenas para a sala de aula.

Apesar de toda a minha motivação, enfrentei críticas de familiares e amigos, que questionavam a escolha e incentivavam que eu buscasse uma profissão mais valorizada financeiramente ou socialmente. Muitos não reconhecem a importância da carreira docente, mas, para mim, a educação é essencial. Acredito que, mesmo diante de salários muitas vezes desproporcionais ao esforço, a valorização e a capacitação do professor são fundamentais para transformar a sociedade.

Minha visão sobre a carreira vai além de transmitir conteúdos previstos pelo MEC e pela BNCC. Quero formar cidadãos conscientes, capazes de aplicar na vida prática os conhecimentos adquiridos na escola, desenvolvendo valores, responsabilidades e habilidades que farão diferença no seu futuro. Independentemente da idade ou da série que venha a lecionar, meu objetivo é contribuir para que cada aluno se torne uma pessoa preparada para enfrentar os desafios da vida e transformar o mundo ao seu redor.

Ser professora no século XXI é extremamente desafiador. Além da desvalorização e da falta de capacitação, muitas vezes enfrentamos desrespeito e agressões verbais ou físicas por parte de alunos, reflexo de problemas que podem vir do ambiente familiar. O trabalho vai muito além da sala de aula, envolvendo planejamento, correção de atividades e dedicação constante, muitas vezes sem o reconhecimento devido. Ainda assim, acredito no poder transformador da educação. Sem professores, a sociedade não poderia evoluir, e é justamente por isso que valorizá-los e capacitá-los é tão essencial.

Mesmo diante dos desafios, sigo convicta da minha escolha. A educação me inspira e me motiva, e espero continuar minha trajetória nesse ambiente, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e para o fortalecimento de uma sociedade melhor.

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