São inúmeras as obras artísticas que se inspiram ou abordam o universo da água. No Brasil e no exterior. Para celebrar a data, a revistapontocom elegeu duas obras interessantes.

Uma delas é o livro Histórias de água – O imaginário marítimo em narrativas brasileiras, portuguesas e africanas, da Editora Peter Lang. “Existem muitas histórias de água contadas ao longo do tempo, tanto na literatura como na música, no filme e nas artes visuais. Neste livro, o leitor/a leitora se depara com a água em forma de rios, lagoas, riachos, ondas do mar e tantos outros caminhos aquáticos transfigurados em metáforas da imaginação, da memória, da transitoriedade e dos trânsitos. A intenção das reflexões teóricas reside em abordar estas narrativas dos imaginários brasileiros, portugueses e africanos a partir das teorias literárias e culturais. Esperamos que a soma destes escritos, a base dos diversos “textos-ilha”, desenhe um possível mapa aquático que acolha vozes diversas, objetos flutuantes e trajetórias extraviadas entre Portugal, Brasil e África lusófona”, resume a apresentação da Editora.
“Composto por ensaios e entrevistas, o livro transita pela literatura, a música e o cinema, pelo contemporâneo e o canônico. A diversidade de objetos analisados impressiona e demonstra o valor da colaboração de pesquisadores de diferentes especialidades”, destaca o Allysson Casais, então doutorando em Literatura pela Universidade Federal Fluminense, que escreveu uma resenha sobre a publicação.
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Já a dica audiovisual fica por conta do documentário O botão de pérola, de Patricio Guzmán. Confira a sinopse do portal Adoro Cinema: “O oceano contém a história de toda a humanidade. O mar porta todas as vozes da terra e aquelas que vêm do cosmo exterior. Água recebe impulso das estrelas e as conduz para os seres vivos. Água, a maior fronteira no Chile, também retém o segredo de dois botões misteriosos que foram encontrados no fundo de seu oceano. Chile, com suas 2.670 milhas de litoral e o maior arquipélago do mundo, apresenta uma paisagem sobrenatural. Nele estão vulcões, montanhas e geleiras, e também as vozes dos povos indígenas da Patagônia, os primeiros marinheiros ingleses e seus prisioneiros políticos. Alguns relatam que a água tem memória”.