Por Marcus Tavares
Projetos de responsabilidade social aproximam crianças, educadores e comunidades dos rios e incentivam mudanças de comportamento em cinco municípios da Baixada Fluminense.
A conscientização ambiental ganha força quando o aprendizado ultrapassa os muros da escola e chega às famílias e às comunidades. É com esse objetivo que o Núcleo de Responsabilidade Social da Águas do Rio desenvolve uma série de projetos voltados para estudantes e moradores da Baixada Fluminense, promovendo ações educativas que estimulam o cuidado com os recursos hídricos, o descarte correto de resíduos e a preservação dos rios da região.

A atuação da equipe da regional Baixada 2 abrange os municípios de Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Mesquita e Nilópolis. Segundo a supervisora de Responsabilidade Social da Águas do Rio, Ana Paula Alves da Silva, o trabalho vai além do relacionamento com a população e busca criar experiências capazes de transformar hábitos e fortalecer o vínculo das pessoas com o território onde vivem.
“Nossa missão é estar bem perto da população, levando conhecimento sobre a importância do tratamento do esgoto e da conexão a água tratada, descarte correto de resíduos, o cuidado com a água e o combate ao desperdício. Fazemos isso por meio de projetos educativos dentro das escolas, instituições e organizações sociais”, afirma.
Entre as iniciativas desenvolvidas pela concessionária estão os projetos Esse Rio é Meu, Saúde Nota 10, Portas Abertas e Monitora Rios, cada um com estratégias voltadas para diferentes públicos, mas todos com o mesmo propósito: incentivar a preservação ambiental e ampliar o conhecimento sobre a importância dos rios para a qualidade de vida da população.
Nas escolas, as atividades são planejadas para tornar o aprendizado mais dinâmico. Jogos educativos, tapetes interativos, desafios em grupo, murais colaborativos e outras experiências lúdicas ajudam os estudantes a compreender, de forma prática, temas como saneamento, uso consciente da água e preservação dos corpos hídricos. “O objetivo não é apenas transmitir uma informação naquele momento, mas fazer com que esse conhecimento permaneça com as crianças e seja levado para a vida”, explica Ana Paula.
O trabalho também envolve pais e responsáveis. A equipe participa de reuniões escolares, eventos comunitários e outras ações que ampliam o alcance das mensagens trabalhadas em sala de aula.
Segundo Ana Paula, os resultados aparecem no cotidiano e podem ser percebidos durante novas visitas às escolas ou em ações realizadas nas comunidades. “Quando voltamos às escolas, muitas crianças contam que conversaram com os pais sobre o descarte correto do lixo ou dizem que lembram das atividades que fizemos. Isso mostra que conseguimos impactar não apenas os alunos, mas também suas famílias.”
Para a supervisora, um dos diferenciais das ações é trabalhar temas ligados à realidade dos estudantes. Em vez de abordar apenas grandes questões ambientais, as atividades valorizam os rios que fazem parte da vida das comunidades. “Quando falamos dos rios da própria cidade, como o Rio Guandu ou o Rio D’Ouro, por exemplo, eles conseguem se reconhecer naquele espaço. Isso torna o aprendizado muito mais significativo do que tratar apenas de lugares distantes da realidade deles.”
Essa conexão com o território também fortalece projetos como o Esse Rio é Meu, desenvolvido em parceria com a planetapontocom, que incentiva estudantes da rede pública a pesquisar, conhecer e desenvolver ações de valorização dos rios presentes em seus municípios.
Atuando há quatro anos na área de Responsabilidade Social da Águas do Rio, Ana Paula acredita que a transformação acontece de forma contínua e coletiva. “É um trabalho de formiguinha. Sabemos que não vamos mudar tudo de um dia para o outro, mas quando percebemos que conseguimos fazer diferença na vida de uma criança, de uma família ou de uma comunidade, isso não tem preço.”, finaliza.



