Por Carla Lopes
Prof. Dra. em Educação e Arte. Diretora Adjunta do Colégio Estadual Ministro Orozimbo Nonato. @carlalopes_gestaoeducacional
Adolescência é uma minissérie (exibida pela Netflix) que não passa despercebida. Suas polêmicas – desde o conteúdo explícito até o uso das redes sociais, a representatividade e o manejo de temas sensíveis – mostram como ela toca em questões atuais e provocam debates relevantes. Apesar das opiniões divididas, a capacidade da série de gerar reflexões sobre a adolescência na era digital reforça sua importância no cenário educacional contemporâneo.
Embora Adolescência não coloque o foco diretamente na figura do gestor educacional, o ambiente escolar retratado — marcado por caos, negligência e falta de direção — ilustra vividamente o que acontece quando essa liderança está ausente.
A falta de um gestor contribui para uma atmosfera onde as necessidades acadêmicas e pessoais dos alunos não são atendidas, os professores se sentem desorientados e os problemas se acumulam sem solução.
E o que me chamou atenção imediatamente quando o cenário escolar surge na narrativa fílmica? A ausência de atuação de um Gestor Educacional naquele caos escolar, que não difere muito do que vivemos em nosso país, seja na área pública ou privada.
Podemos relacionar que a falta de um gestor educacional na escola de Adolescência revela como a ausência de uma liderança educacional pode transformar a instituição em um reflexo ampliado das lutas adolescentes em vez de um espaço de suporte e crescimento.
A série serve como um lembrete poderoso da importância do papel do Gestor Educacional contemporâneo, que deve liderar com inclusão, colaboração, adaptabilidade, visão de futuro e ética, criando um ambiente escolar que seja ao mesmo tempo inovador, acolhedor e confiável para proporcionar um ambiente escolar de bem-estar e de segurança para a comunidade escolar, que não vive esta realidade na minissérie.
E qual é a sua opinião? Gostaria muito de saber.