Estudantes protagonizam ações ambientais e emocionam no Caminhos da Água

Por Marcus Tavares

A Escola Municipal Julia Lopes, localizada no bairro da Gamboa, na região central do Rio de Janeiro, foi um dos destaques do seminário ao apresentar um trabalho consistente de educação ambiental desenvolvido ao longo de vários anos com estudantes do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. A proposta envolve visitas ao rio, atividades de conscientização sobre reciclagem e preservação do patrimônio hídrico e, na etapa final, a prática da reciclagem do óleo de cozinha. Cauã Miguel, Beatriz Lucas e Anne Caroline Marques, todos com 10 anos, demonstraram segurança e engajamento ao apresentar o projeto. “Sim, a gente precisa divulgar mais essas ações. Eu acredito”, afirmou Cauã. O grupo também conheceu de perto o mapa interativo dos rios da cidade, acompanhado pela professora Maria Cristina Matheus, pela coordenadora Rosangela Rodrigues e pela representante da 1ª CRE, Rosana Mello.

Outro grupo que chamou atenção pela energia e criatividade foi o do GER Manuel Bonfim. Pedro Bruno (13), Larissa Beatriz (12), Luiza Batista (13), Liany Fontenelle (12) e Natalia Marnet (15) apresentaram uma maquete desenvolvida para conscientizar a comunidade do entorno do Rio Faria-Timó. Mais do que uma exposição, os estudantes também integram a equipe Andar, formada por jovens jornalistas da rede municipal que atuam na divulgação de ações da Secretaria Municipal de Educação — inclusive entrevistando participantes do próprio evento. A atividade foi coordenada pela professora Patrícia Cristina.

Também se destacaram os estudantes do GET Graciliano Ramos, que, vestidos com coletes da escola, distribuíram pulseiras e balões ao público, provocando reflexões sobre o cuidado com os rios da cidade. “A gente já aprendeu direitinho, agora é a vez dos adultos, né?”, disse um dos alunos.

A provocação foi reforçada por Kailany Sobral (10), Paulo Henrique Silva (11) e Esther Oliveira (10), da Escola Municipal Holanda, que chamaram atenção para a responsabilidade dos adultos nas práticas que impactam o meio ambiente. “É preciso mudar isso”, afirmou Paulo Henrique. O grupo esteve acompanhado pela professora Simone Magalhães.

O encontro foi aberto pelo coral do Núcleo de Arte Nise da Silveira. Sob a regência do professor Andre Amaral, 36 estudantes emocionaram o público. “Trazer esse debate da sustentabilidade por meio da música inspira e sensibiliza muito mais”, destacou o professor.

Após as mesas de debate, o público acompanhou um desfile de moda sustentável protagonizado por estudantes da Escola Municipal Cyro Monteiro, que apresentaram peças produzidas a partir de resíduos sólidos e materiais reaproveitados. A iniciativa é resultado de um trabalho desenvolvido no âmbito do projeto Esse Rio é Meu, que envolveu a observação de resíduos às margens do rio e sua transformação em objetos diversos, como quadros inspirados em Van Gogh, máscaras africanas, comedouros para pássaros e instrumentos musicais que culminaram na formação de um coral.

O projeto avançou ainda para a criação de um desfile de moda sustentável, com peças elaboradas por alunos da sala de recursos e de outras turmas. As produções foram resultado de pesquisas sobre os impactos ambientais da indústria da moda, reflexões sobre consumo consciente e debates sobre reciclagem. Na passarela, os estudantes apresentaram criações que aliaram estética e mensagem ambiental, reafirmando o compromisso da escola com a educação integral e a sustentabilidade.

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