Por Marcus Tavares
Projeto “Paisagem Sonora”, desenvolvido na Escola Municipal Santo Expedito, aproxima alunos do 1º ano dos ecossistemas dos rios e reforça as ações do programa Esse Rio é Meu.
Na Escola Municipal Santo Expedito, em Queimados, os sons da natureza se transformaram em uma importante ferramenta de aprendizagem. Desenvolvido pela professora da Oficina de Música, Rebeca Honório, o projeto “Paisagem Sonora” levou os alunos do 1º ano a conhecerem os elementos acústicos encontrados às margens de um rio, unindo educação musical, percepção auditiva e conscientização ambiental.
A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela escola no âmbito do programa Esse Rio é Meu, que mobiliza unidades da rede municipal de Queimados em torno da valorização e da preservação dos rios do município. A proposta evidencia como a música pode dialogar com a educação ambiental, aproximando as crianças dos ecossistemas aquáticos por meio da escuta e da experimentação.
Durante a atividade, os estudantes foram convidados a ouvir e identificar os sons característicos de uma paisagem natural, como o barulho da correnteza, o vento entre as árvores e os sons emitidos pelos animais que vivem próximos aos rios. A experiência estimulou a escuta atenta e permitiu que os alunos reconhecessem os diferentes elementos que compõem esse ambiente.


Além do desenvolvimento da percepção auditiva e musical, a proposta também incentivou a reflexão sobre a preservação ambiental. Ao compreenderem que muitos desses sons só podem ser apreciados em ambientes conservados, livres da poluição e da degradação, os estudantes foram levados a pensar sobre a importância da conservação dos rios e dos ecossistemas que dependem deles.
Como parte da atividade, cada criança escolheu um animal típico desse ambiente — entre eles pato, cobra, abelha, passarinho e sapo — e participou da construção de um cartaz coletivo, colando a figura do animal escolhido na composição. O painel também reuniu trechos da canção “Filhote do Filhote”, conhecida pela novela Carrossel. A música foi selecionada por abordar a preservação do meio ambiente de forma lúdica, especialmente pela referência ao “sapo ensaiando rock and roll”, estabelecendo uma relação entre os sons produzidos pelos animais e a música presente no cotidiano das crianças.
Rebeca destaca que a atividade despertou a curiosidade e o envolvimento dos alunos durante todo o processo. “Eles se encantaram ao reconhecer os sons da natureza e entender que cada um deles faz parte da vida do rio. Quando relacionam esses sons à preservação do meio ambiente, a aprendizagem acontece de forma muito mais significativa”, observa a professora.



