Por Marcus Tavares
Secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Meire Lucy dos Santos destaca avanços da política ambiental do município de Japeri e defende a conscientização como principal ferramenta de transformação.

A celebração do mês do Meio Ambiente em Japeri vem reunindo estudantes, educadores, empresas parceiras e gestores públicos em uma programação voltada à conscientização ambiental. Realizado em parceria com o programa Esse Rio é Meu e a concessionária Águas do Rio, um encontro, ontem (dia 2/06), no Núcleo de Educação Ambiental Vale do Ipê, reforçou a estratégia que vem sendo adotada pelo município nos últimos anos: investir na educação ambiental como caminho para promover mudanças transformadoras na relação da população com os recursos naturais.
À frente da Secretaria Municipal de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável desde 2021, a secretária Meire Lucy dos Santos afirma que a conscientização é a base de todas as ações desenvolvidas pela pasta. “Para a gente fazer uma diferença na questão ambiental, é necessário trabalhar com a educação. Sem educação ambiental, não se chega a lugar nenhum com os nossos projetos e atividades. Não adianta dizer para uma pessoa que simplesmente ela não deve jogar óleo na pia. É preciso explicar, contar uma história, mostrar a importância dos rios e do meio ambiente”, destaca.
Segundo a secretária, o município estruturou sua política ambiental a partir de instrumentos legais como o Plano Municipal de Educação Ambiental e o Programa Municipal de Educação Ambiental, que orientam as ações realizadas nas escolas e comunidades. E a chegada do programa Esse Rio é Meu, com o patrocínio da concessionária Águas do Rio tem um significado especial para uma cidade marcada pela presença de diversos cursos d’água. “Uma cidade que tem tantos rios como Japeri não pode deixar de abraçar um projeto como esse. É muito importante que os alunos entendam, na prática, o que significa cuidar do meio ambiente. A experiência vivida aqui no dia de hoje e, ao longo do ano, certamente fará diferença na vida deles”, afirma.
veja como foi o lançamento do programa Esse Rio é Meu
Da informática ao meio ambiente
Fiscal ambiental concursada há mais de 12 anos no município, Meire conta que sua trajetória profissional não começou na área ambiental. Ela trabalhou na área de informática durante uma década antes de ser contratada por uma empresa de consultoria ambiental. Inicialmente responsável pela formatação de estudos técnicos, acabou se interessando pelo conteúdo dos documentos e decidiu aprofundar seus conhecimentos. “Não apenas formatava os estudos ambientais. Eu lia tudo. Foi assim que me apaixonei pelo meio ambiente”, lembra.
A partir dessa experiência, cursou Gestão Ambiental, fez pós-graduação em Engenharia Ambiental e ingressou na carreira pública após ser aprovada em concurso para fiscal ambiental em Japeri. Ao assumir suas funções, buscou desenvolver uma atuação baseada na orientação e no diálogo. “Sempre acreditei que não basta fiscalizar. É preciso educar. Por isso procuramos construir uma relação de parceria com as empresas do município, explicando como funciona o licenciamento ambiental e como elas podem atuar dentro da legislação.”
Entre os marcos destacados pela secretária estão a implantação do licenciamento ambiental municipal, a criação do Núcleo de Educação Ambiental e a regulamentação de políticas voltadas à educação ambiental. Segundo ela, muitas dessas iniciativas foram implementadas a partir de 2021. “Temos marcos históricos na gestão ambiental da cidade. O licenciamento ambiental passou a existir no município, a educação ambiental foi implementada legalmente e o núcleo de educação ambiental foi inaugurado. Tudo isso aconteceu nos últimos anos.”
Apesar dos avanços, a secretária reconhece que os desafios ambientais do município continuam sendo significativos. “Ainda existe lançamento de esgoto nos rios, descarte irregular de óleo e de lixo. Estamos trabalhando essas questões diariamente, mas é um processo que leva tempo”, afirma. “Começamos esse trabalho em 2021. Estamos em 2026. São apenas cinco anos de um processo de conscientização que precisa continuar acontecendo.”, finaliza.



