Programa Esse Rio é Meu vence Prêmio Nana Mininni Medina na 6ª CIEDUCA

Reconhecimento é um estímulo para que o Esse Rio é Meu seja cada vez mais aprimorado.

Iniciativa do planetapontocom é reconhecida como melhor projeto na categoria Educação Ambiental Não Formal do Prêmio Nana Mininni Medina. Comissão da CIEDUCA destacou metodologia, protagonismo estudantil, impacto nos territórios e possibilidade de replicação.

Por Marcus Tavares

“Receber o prêmio Nana Mininni Medina, em primeiro lugar na categoria Educação Ambiental Não Formal, é uma honra e um estímulo para que continuemos cada vez mais implementando e aprimorando o programa Esse Rio é Meu. É uma alegria sem tamanho.” A declaração é de Silvana Gontijo, presidente da OSCIP planetapontocom e idealizadora do programa Esse Rio é Meu que acaba de conquistar o Prêmio Nana Mininni Medina 2026, na categoria Educação Ambiental Não Formal, durante a 6ª Conferência Internacional de Educação Ambiental (CIEDUCA). A premiação foi entregue no dia 3 de setembro, no encerramento da conferência, realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Conheça mais sobre o programa Esse Rio é Meu

O reconhecimento coloca o Esse Rio é Meu entre as iniciativas de educação ambiental destacadas nacionalmente por seu impacto social e ambiental. Desenvolvido pelo planetapontocom, o programa já está consolidado como política pública permanente no município do Rio de Janeiro e vem sendo ampliado para outras cidades e regiões. Atualmente, está presente em mais de 1.800 escolas públicas, envolvendo centenas de milhares de estudantes em ações que articulam educação, cidadania, conhecimento do território, saneamento e conservação ambiental.

O troféu do Prêmio Nana Mininni Medina reconhece, anualmente, práticas consideradas de destaque na área de Educação Ambiental no país e é concedido na Conferência Internacional de Educação Ambiental (CIEDUCA). Os projetos são avaliados por uma comissão julgadora, que considera, entre outros aspectos, o impacto das iniciativas sobre seus públicos e territórios.

Para Arlinda Cézar, especialista em Educação Ambiental e Planejamento Ambiental, presidente do Instituto Venturi e coordenadora do CIEDUCA, o Esse Rio é Meu se destacou entre os projetos inscritos por apresentar objetivos específicos claros e consistentes, alinhados aos princípios da educação ambiental. Segundo ela, a comissão também considerou a capacidade do programa de promover conscientização, mobilização e fortalecimento do vínculo dos estudantes com os recursos hídricos existentes nos territórios onde vivem.

Na avaliação da comissão, o programa foi classificado como uma iniciativa “Excelente”, especialmente pela clareza e objetividade de sua proposta, pela integração entre metodologia e monitoramento dos impactos sociais e ambientais e pela possibilidade de replicação em diferentes territórios.

“O prêmio é uma honra e um estímulo para que continuemos cada vez mais implementando e aprimorando o programa”, reforça Silvana Gontijo. “Eu agradeço a Arlinda e a toda a equipe do Instituto Venturi e à CIEDUCA, Conferência Internacional de Educação Ambiental, pela honraria mais uma vez.”

A seguir, Arlinda Cézar explica os critérios que levaram o Esse Rio é Meu ao primeiro lugar e destaca os aspectos da iniciativa que, na avaliação da comissão julgadora, podem contribuir para uma cultura permanente de pertencimento, participação e responsabilidade socioambiental.

Confira, abaixo, um bate-papo com Arlinda sobre o prêmio recebido pelo Esse Rio é Meu

revistapontocom – O que fez o programa Esse Rio é Meu se destacar entre os projetos inscritos no Prêmio Nana Mininni Medina 2026? Arlinda Cézar – O projeto destacou-se por apresentar objetivos específicos claros e consistentes, alinhados aos princípios da educação ambiental, que promovem a conscientização, a mobilização e o fortalecimento do vínculo de estudantes com os recursos hídricos locais. Além disso, foi classificado pela comissão julgadora como uma iniciativa “Excelente” pela sua clareza, objetividade, integração de metodologia e monitoramento de impacto social e ambiental, além de ser facilmente replicável.

revistapontocom – Quais aspectos do programa foram considerados mais relevantes pela comissão julgadora? Arlinda Cézar – A comissão destacou como pontos fundamentais o alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Também foi considerada relevante a proposta baseada no princípio de “conhecer para cuidar e proteger”, que favorece o sentimento de pertencimento e a responsabilidade coletiva. Outro aspecto destacado foi o protagonismo estudantil, garantindo autonomia aos estudantes para gerarem ideias e transformações nos locais onde vivem. A estrutura sólida de monitoramento também foi considerada um diferencial, por meio da plataforma digital, formulários, redes sociais, visitas técnicas e reuniões periódicas.

revistapontocom – O impacto do Esse Rio é Meu nos territórios foi, portanto, um fator decisivo para a escolha? Arlinda Cézar – Sim. A avaliação aponta que o conhecimento e o reconhecimento do território no qual o público-alvo está inserido estimulam a valorização e o cuidado com o patrimônio hídrico. Além de atingir os estudantes, a mobilização sensibiliza simultaneamente famílias e comunidades locais, gerando mudanças e fortalecendo o comprometimento socioambiental no território.

revistapontocom – Na avaliação da comissão, o que diferencia o Esse Rio é Meu de outras iniciativas de educação ambiental não formal? Arlinda Cézar – O programa diferencia-se por combinar a clareza metodológica com a valorização dos participantes, oferecendo visibilidade como estratégia de fortalecimento de uma cultura de participação e pertencimento. Além disso, alia o engajamento comunitário ao rigor de um acompanhamento e monitoramento de impacto ambiental e social de forma organizada e passível de replicabilidade.

revistapontocom – Qual é a importância de um prêmio como o Nana Mininni Medina para quem desenvolve projetos de educação ambiental no país? Arlinda Cézar – Como evidenciado na avaliação, reconhecimentos dessa natureza validam metodologias de impacto social e ambiental, fortalecem ações que estimulam o protagonismo e a cidadania, e dão visibilidade a iniciativas exemplares que servem de modelo e podem ser replicadas em outros territórios do país.

revistapontocom – O que você gostaria que os vencedores levassem desse reconhecimento para além do troféu? Arlinda Cézar – Que os vencedores levem a confirmação de que a promoção da autonomia, do sentimento de pertencimento e do protagonismo estudantil é o caminho para criar uma cultura duradoura de responsabilidade e cuidado socioambiental, inspirando mais comunidades a conhecerem e protegerem seus próprios patrimônios naturais.

Avaliadores do Prêmio Nana Mininni Medina

Arlinda Cezar Matos | Instituto Venturi Para Estudos Ambientais
Christian Luiz da Silva | Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
Francisco Luiz Biazini Filho | Instituto Venturi Para Estudos Ambientais
Izabel Cristina Bruno Bacellar Zaneti | Universidade de Brasília
Josiane do Socorro Aguiar de Souza de Oliveira Campos | Universidade de Brasília
Lúcia Beatriz Ott Ferreira | Universidade Federal de São Paulo
Marlise Grecco de Souza Silveira | 10 Coordenadoria Regional de Educação RS
Maria Vitória Duarte Ferrari | Universidade de Brasília
Patricia Rochele da Rosa Mairesse de Castro | Secretaria Estadual de Educação RS 

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